Como um Contador Transformou o Controle do Ativo Imobilizado e Salvou a Credibilidade da Empresa
A Visão de Grandes Mestres da Contabilidade sobre o Ativo Imobilizado
Ao longo da história da contabilidade brasileira, alguns nomes se tornaram referências incontestáveis na área de gestão patrimonial (Asset Management) e demonstrações financeiras. Entre eles está Eliseu Martins, professor titular da Universidade de São Paulo (USP), ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central do Brasil, e um dos principais responsáveis pela adaptação das normas internacionais de contabilidade (IFRS – International Financial Reporting Standards) ao Brasil.
Em suas obras e palestras, Martins enfatiza que o Ativo Imobilizado (Fixed Assets) é muito mais do que um conjunto de números no Balanço Patrimonial (Balance Sheet): trata-se de um elemento estratégico para a tomada de decisões gerenciais (Managerial Decision-Making) e para a manutenção da credibilidade empresarial. Para ele, processos como o CPC 27 – Ativo Imobilizado, o CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Impairment Test) e o Balanço de Inicialização (Opening Balance Sheet) são ferramentas essenciais para manter registros patrimoniais precisos e alinhados à realidade econômica.
Outro especialista de destaque é José Carlos Marion, autor de obras fundamentais sobre contabilidade empresarial. Marion alerta que empresas que negligenciam o controle e a atualização de seu ativo imobilizado não apenas descumprem normas, mas também prejudicam o próprio valor de mercado e sua capacidade de atrair investidores.
Já Sérgio de Iudícibus, mestre na teoria da contabilidade, lembra que a fidedignidade das demonstrações financeiras depende da coerência entre o mundo físico e o mundo contábil, coerência esta alcançada por meio de inventários patrimoniais completos, conciliações precisas e avaliações periódicas.
Esses grandes mestres concordam em um ponto: manter o ativo imobilizado em ordem é uma medida estratégica para qualquer empresa, e não apenas uma exigência normativa.
O Caso Real: O Contador e a Descoberta de um Ativo Imobilizado em Desordem
Quando o contador assumiu a responsabilidade pela contabilidade de uma indústria localizada em Goiânia, Goiás, seu primeiro passo foi revisar detalhadamente o Balanço Patrimonial. Logo percebeu que havia algo de errado: o ativo imobilizado da empresa estava totalmente desalinhado com a realidade física do parque industrial.
Máquinas, equipamentos de tecnologia da informação, mobiliário e até mesmo o imóvel da sede estavam subavaliados (Undervalued) ou contabilizados de maneira incorreta. Em alguns casos, havia ativos inexistentes na operação, mas ainda registrados contabilmente; em outros, bens recém-adquiridos sequer tinham sido incluídos na contabilidade.
Esse cenário gerava riscos sérios para a empresa:
- Transparência comprometida nas demonstrações financeiras;
- Fragilidade na governança corporativa (Corporate Governance);
- Potencial perda de credibilidade junto a bancos, investidores e auditorias.
O CPC 27 como Solução
Buscando soluções, o contador se deparou com o CPC 27 – Ativo Imobilizado, que estabelece como esses ativos devem ser reconhecidos, mensurados e divulgados. Baseado no IAS 16 – Property, Plant and Equipment, do IFRS, o CPC 27 determina que, após o reconhecimento inicial, os ativos sejam avaliados pelo custo menos a depreciação acumulada (Accumulated Depreciation) e eventuais perdas por redução ao valor recuperável (Impairment Loss).
O contador concluiu que seria preciso adotar um plano de ação mais robusto, incluindo:
- Inventário geral (Full Physical Inventory) de todos os ativos;
- Conciliação física x contábil (Physical-to-Accounting Reconciliation);
- Avaliação patrimonial (Asset Valuation) para determinar o valor justo (Fair Value);
- Definição da vida útil remanescente (Remaining Useful Life) e do valor residual (Residual Value);
- Ajustes no Balanço conforme o CPC 27 e, se necessário, aplicação do CPC 01.
Da Teoria à Prática: Implementando a Regularização
Com a aprovação da diretoria, o contador contratou uma consultoria especializada para conduzir o projeto. O processo foi estruturado em etapas:
- Inventário físico completo – todos os ativos foram identificados com Asset Tags e catalogados em um sistema de gestão patrimonial;
- Documentação fotográfica digitalizada – permitindo consultas futuras e facilitando auditorias;
- Base contábil revisada – eliminação de ativos inexistentes e inclusão de bens não registrados;
- Reavaliação de bens – imóveis, máquinas e equipamentos ajustados para refletir o valor justo de mercado;
- Depreciação recalculada – com base na vida útil real, evitando distorções nos resultados financeiros.
Em poucas semanas, o Balanço Patrimonial passou a refletir a realidade física da empresa, proporcionando segurança para auditorias, negociações e decisões estratégicas.
Um Problema Mais Comum do que se Imagina
O caso do contador não é isolado. Muitas empresas no Brasil operam com registros patrimoniais defasados, o que resulta em:
- Problemas em auditorias externas (External Audits);
- Dificuldades na captação de investimentos;
- Prejuízos em fusões e aquisições (M&A Transactions);
- Riscos em indenizações de seguros patrimoniais.
Essa realidade compromete não apenas o compliance contábil, mas também a percepção de valor e a confiança do mercado.
A Expertise da AXS Consultoria Empresarial
Para resolver casos como esse, contar com uma consultoria especializada é fundamental. A AXS Consultoria Empresarial, sediada em Sorocaba – SP, atua em todo o Brasil com projetos de Organização Patrimonial, Inventário Patrimonial e Avaliação de Ativos, seguindo rigorosamente as normas CPC, ABNT e IBAPE.
Entre os projetos de destaque estão:
- Midea Carrier – inventário e avaliação de ativos industriais de grande porte;
- CPQD Campinas – inventário e conciliação físico-contábil contínua desde 2022;
- Rede de Aeroportos Vinci – gestão patrimonial em Manaus, Boa Vista, Rio Branco e Porto Velho, atendendo exigências da Infraero e da Polícia Federal;
- Aeroporto de Maringá – inventário e avaliação patrimonial com validação por auditorias externas;
- Agropecuária Palmaly – organização e avaliação de ativos no setor agroindustrial;
- Santa Casa de Valinhos e Rede IDS – inventário patrimonial no segmento médico-hospitalar.
Todos esses projetos foram validados por grandes empresas de auditoria, incluindo as Big Four (PwC, Deloitte, EY e KPMG), assegurando credibilidade e aderência às melhores práticas internacionais.
Benefícios da Regularização do Ativo Imobilizado
A experiência mostra que a regularização do ativo imobilizado gera benefícios imediatos e duradouros:
- Transparência nas demonstrações financeiras;
- Cumprimento das exigências de compliance contábil e fiscal;
- Redução de riscos em auditorias;
- Maior segurança em negociações e operações de M&A;
- Otimização de seguros patrimoniais com valores corretos;
- Base sólida para decisões estratégicas de investimento.
Conclusão: Ativo Imobilizado como Ativo Estratégico
O caso do contador prova que manter o ativo imobilizado em ordem é proteger o futuro da empresa. A aplicação correta do CPC 27, do CPC 01 ou a execução de um Balanço de Inicialização não é apenas burocracia, mas um passo essencial para garantir transparência, credibilidade e vantagem competitiva.
Empresas que negligenciam esse controle assumem riscos desnecessários, enquanto aquelas que investem em inventário patrimonial, conciliação físico-contábil e avaliação de ativos colhem benefícios em governança, valorização de mercado e segurança fiscal.
A AXS Consultoria Empresarial está pronta para ajudar empresas de todos os portes a transformar um passivo oculto em um ativo estratégico.
Entre em contato e saiba como proteger o patrimônio da sua empresa:
- Telefone: (15) 98815.1487
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Não deixe para depois: cada mês com dados patrimoniais incorretos pode custar caro ao seu negócio.
Data: 09/08/2025