Placa de Ativo Imobilizado sem Qualidade? Cuidado!
A realização de um projeto de inventário patrimonial exige planejamento, conhecimento técnico e atenção a detalhes que, muitas vezes, parecem simples, mas podem comprometer todo o trabalho realizado. Um desses detalhes é a escolha das placas de identificação do ativo imobilizado.
Em muitos projetos, as empresas decidem adquirir diretamente suas placas patrimoniais. O problema é que, frequentemente, a escolha do fornecedor ocorre quase exclusivamente com base no menor preço de aquisição. É justamente nesse momento que pode começar uma série de dificuldades.
Quando falamos em placas de identificação patrimonial, o menor preço nem sempre representa o melhor custo-benefício. Uma placa de baixa qualidade pode se soltar, apagar, apresentar falhas na leitura do código de barras ou perder completamente sua funcionalidade em poucos meses. Como consequência, parte do investimento realizado no inventário patrimonial poderá ser comprometida.
Cada ambiente exige um tipo de placa
O primeiro aspecto a ser analisado é o tipo de placa mais adequado para os ativos que serão identificados.
Os bens estão instalados em ambientes administrativos ou em áreas produtivas? Estão expostos à umidade, ao calor, à poeira, a produtos químicos ou às condições climáticas? Passam por processos frequentes de limpeza e higienização? São equipamentos que permanecem em áreas internas ou ficam expostos ao tempo?
Essas perguntas precisam ser respondidas antes da compra.
Em ambientes administrativos, como escritórios, salas de reunião e departamentos corporativos, determinadas etiquetas patrimoniais podem atender perfeitamente à necessidade do projeto. Entretanto, em áreas industriais, hospitais, laboratórios, cozinhas, centros logísticos ou ambientes externos, as exigências são diferentes.
Nesses casos, pode ser necessário utilizar placas de alumínio, aço inox, poliéster de alta resistência ou outras soluções desenvolvidas para suportar condições mais severas.
Um único projeto também pode exigir mais de um tipo de placa. Os móveis e equipamentos de informática podem receber determinado modelo, enquanto máquinas industriais, veículos, equipamentos externos e ativos sujeitos à higienização precisam de materiais específicos.
Por isso, a escolha não deve ser padronizada somente para facilitar a compra. Ela deve considerar as características dos ativos e dos ambientes em que serão utilizados.
A qualidade do adesivo é fundamental
Outro ponto crítico é o adesivo utilizado para fixar a placa no ativo.
Quando o preço oferecido é muito baixo, é importante verificar a procedência e a qualidade do material adesivo. Em alguns casos, a economia ocorre justamente na utilização de um adesivo de menor resistência.
Inicialmente, a placa pode parecer bem fixada. Porém, depois de alguns meses, ela começa a apresentar desprendimento nas bordas, movimentação ou perda total da aderência. Quando a placa cai, o ativo perde sua identificação patrimonial e também sua ligação visual com a base de dados utilizada pela empresa.
Essa situação compromete inventários futuros, movimentações internas, conferências, transferências, baixas patrimoniais e processos de auditoria.
A qualidade do adesivo deve considerar a superfície em que a placa será aplicada. Metal, plástico, madeira, vidro, superfícies pintadas e equipamentos com textura podem exigir soluções diferentes. Também é necessário avaliar a exposição ao calor, à umidade, à limpeza e ao manuseio constante.
Uma placa patrimonial somente cumpre sua função quando permanece fixada ao ativo durante um período adequado.
Impressão resistente e informações legíveis
A qualidade da impressão também precisa ser cuidadosamente avaliada.
Existem placas produzidas com tintas sem resistência adequada, sem proteção ou sem acabamento compatível com o ambiente de utilização. Após alguns processos simples de limpeza, as informações podem começar a desaparecer. O nome da empresa, o número patrimonial e o código de barras ficam falhados, borrados ou completamente ilegíveis.
Quando isso acontece, a placa continua fisicamente colada ao ativo, mas deixa de exercer sua principal função: identificar corretamente o bem.
Em ambientes hospitalares, laboratoriais, alimentícios e industriais, esse cuidado é ainda mais importante, pois os processos de higienização podem ser frequentes e utilizar produtos que afetam materiais de baixa qualidade.
Dependendo da aplicação, a impressão pode exigir proteção adicional, acabamento específico ou envernizamento. A durabilidade deve ser compatível com o ciclo de utilização esperado para o ativo e com as rotinas operacionais da empresa.
Código de barras precisa funcionar
Outro problema recorrente está relacionado à qualidade e à legibilidade do código de barras.
Algumas placas apresentam códigos mal dimensionados, impressão falhada, pouco contraste ou espaçamento inadequado. Esses problemas podem dificultar ou até impedir a leitura pelos coletores utilizados no inventário patrimonial.
A dificuldade pode surgir já durante a fixação das placas, quando a equipe tenta realizar a leitura para associar o número patrimonial ao ativo inventariado. Posteriormente, o problema se repete nos inventários rotativos, nas auditorias e nas conferências periódicas.
Uma placa com código de barras ilegível aumenta o tempo de trabalho, exige digitação manual, amplia a possibilidade de erros e reduz a produtividade da equipe.
O mesmo cuidado deve ser adotado em soluções com QR Code, RFID ou outras tecnologias de identificação e rastreamento. Não basta incluir a tecnologia na placa. É necessário garantir que ela seja produzida corretamente, testada e compatível com os equipamentos e sistemas utilizados pela empresa.
Uma economia que pode gerar prejuízo
As placas patrimoniais normalmente representam um percentual pequeno dentro do investimento total de um projeto patrimonial. Por isso, reduzir custos justamente nesse item pode ser uma decisão equivocada.
Um inventário envolve planejamento, mobilização de profissionais, levantamento físico, identificação dos bens, registro fotográfico, conciliação físico-contábil, revisão das informações e emissão de relatórios. Utilizar placas sem qualidade pode comprometer parte significativa desse esforço.
Placas resistentes e adequadas preservam a identificação dos ativos, facilitam inventários futuros, apoiam as auditorias e contribuem para a governança patrimonial da organização.
A AXS Consultoria Empresarial atua no mercado de gestão patrimonial há quase duas décadas, desenvolvendo projetos de inventário, conciliação, avaliação e controle do ativo imobilizado.
Com base nessa experiência, a AXS oferece placas e etiquetas patrimoniais para diferentes tipos de ambientes e projetos, incluindo soluções em poliéster, alumínio, aço inox, códigos de barras, QR Code, RFID e tecnologias voltadas ao rastreamento de ativos.
Antes de escolher uma placa somente pelo preço, avalie sua aplicação, resistência, adesivo, impressão, legibilidade e vida útil. Afinal, uma identificação de qualidade não é apenas um detalhe do inventário: é parte essencial da preservação de todo o projeto patrimonial.
Data: 18/07/2026