Agendamento pelo WhatsApp
Olá! Clique em uma das opções abaixo e nós retornaremos o mais rápido possível.
Consultoria Empresarial

Avaliação Patrimonial Inventario Patrimonial Controle Patrimonial Controle Ativo



Consultoria Empresarial Passivo Bancário Ativo Imobilizado Ativo Fixo



Avaliação Patrimonial Inventario Patrimonial Controle Patrimonial Controle Ativo



Consultoria Empresarial Passivo Bancário Ativo Imobilizado Ativo Fixo



RFID e Tagueamento Inteligente como Diferenciais Estratégicos no Controle Patrimonial

Gestão do Ativo Imobilizado Além do Padrão


Gestão do Ativo Imobilizado Além do Padrão: RFID e Tagueamento Inteligente como Diferenciais Estratégicos no Controle Patrimonial

A gestão do ativo imobilizado vem passando por uma transformação silenciosa, porém profunda. Durante décadas, o controle patrimonial esteve restrito a planilhas, registros contábeis e inventários periódicos. Com a evolução das normas contábeis, das exigências de governança corporativa e da pressão por eficiência operacional, esse modelo tornou-se insuficiente para empresas que lidam com grandes volumes de ativos, alta mobilidade patrimonial ou bens de elevado valor agregado.

Nesse novo cenário, tecnologias como RFID (Radio Frequency Identification) e tagueamento inteligente com rastreamento em tempo real surgem como soluções avançadas. No entanto, a adoção dessas ferramentas exige muito mais do que a simples aquisição de etiquetas ou dispositivos. Trata-se de uma mudança estrutural na forma como o patrimônio é planejado, identificado, monitorado, conciliado e gerenciado ao longo de todo o seu ciclo de vida (asset lifecycle management).

A Evolução da Gestão Patrimonial e o Novo Papel da Tecnologia

A gestão do ativo imobilizado deixou de ser apenas uma obrigação contábil para se tornar um instrumento estratégico de tomada de decisão. Normas como CPC 27 (Ativo Imobilizado), CPC 01 (Impairment), CPC 46 (Valor Justo), além das diretrizes da ABNT, IBAPE e referências internacionais como IFRS / IAS, exigem consistência entre a realidade física e os registros contábeis.

Nesse contexto, tecnologias patrimoniais não devem ser vistas como soluções isoladas, mas como camadas integradas a processos bem definidos, sistemas de informação robustos (asset management systems) e políticas internas claras.

RFID: Tecnologia Avançada, mas Dependente de Procedimentos

O RFID é, sem dúvida, uma tecnologia acima do padrão tradicional de identificação patrimonial. Sua principal vantagem está na leitura simultânea de múltiplos ativos, sem a necessidade de contato visual direto, o que reduz drasticamente o tempo de inventário físico.

Imagine um ambiente com 200 ativos identificados por RFID. Um leitor portátil ou fixo pode realizar a leitura desses bens em menos de 30 segundos, algo impensável em métodos convencionais. Essa eficiência, porém, só se materializa quando o RFID é implantado de forma completa e estruturada.

Os Pilares para uma Implementação Eficiente de RFID

Muitas empresas cometem o erro de enxergar o RFID apenas como uma etiqueta sofisticada. Na prática, o RFID depende de quatro pilares fundamentais:

  1. Etiquetas RFID adequadas ao ambiente
    O tipo de ativo, o material (metal, plástico, vidro), a exposição a calor, umidade ou agentes químicos influenciam diretamente na escolha da tag.
  2. Infraestrutura de leitura
    Portais RFID, leitores fixos, leitores móveis (handhelds) e antenas precisam estar estrategicamente posicionados. Essa infraestrutura tem custo superior ao das placas tradicionais e deve ser dimensionada corretamente.
  3. Software de Gestão Patrimonial integrado
    Sem um sistema capaz de interpretar, tratar, validar e armazenar os dados coletados, o RFID perde sua função estratégica. O software precisa relacionar o código RFID ao cadastro completo do ativo: conta contábil, centro de custo, localização, responsável, vida útil, valor residual e status operacional.
  4. Procedimentos rigorosos e padronizados
    O RFID só funciona de forma eficiente quando os procedimentos são seguidos “à risca”. Movimentações sem leitura, ativos não identificados corretamente ou falhas no cadastro comprometem todo o controle.

Um exemplo clássico de fragilidade ocorre quando, em um ambiente com 200 ativos, apenas 180 estão corretamente tagueados. O sistema apontará inconsistências, exigindo reinventário, reidentificação e retrabalho, anulando parte dos ganhos esperados.

Portanto, o RFID não é falho por natureza, ele é sensível à disciplina operacional.

RFID e Governança Patrimonial

Quando bem implantado, o RFID fortalece significativamente a governança patrimonial. Ele contribui para:

  • Inventários físicos mais rápidos e frequentes
  • Redução de perdas e extravios
  • Aumento da confiabilidade da conciliação físico-contábil
  • Suporte a auditorias internas e externas
  • Base sólida para testes de impairment e avaliações patrimoniais

Entretanto, seu foco principal continua sendo identificação e controle em pontos específicos, não o rastreamento contínuo.

Tagueamento Inteligente e Rastreamento em Tempo Real: Uma Nova Dimensão

O tagueamento inteligente com rastreamento em tempo real representa uma ruptura conceitual em relação ao RFID. Aqui, não falamos apenas de identificar um ativo quando ele passa por um leitor, mas de saber exatamente onde ele está a qualquer momento.

Essa tecnologia utiliza recursos como GPS, BLE (Bluetooth Low Energy), redes móveis e integração direta com softwares de gestão patrimonial, permitindo uma visão dinâmica e contínua do patrimônio.

Onde Essa Tecnologia se Torna Essencial

O rastreamento em tempo real é especialmente relevante para empresas que possuem:

  • Ativos de alto valor monetário
  • Bens em poder de terceiros (clientes, fornecedores, parceiros, manutenção)
  • Ativos distribuídos geograficamente (base nacional ou internacional)
  • Ambientes com grande circulação de pessoas
  • Exigências elevadas de controle, compliance e mitigação de riscos

Empresas com participação de fundos de investimento ou venture capital, por exemplo, não podem perder a rastreabilidade de seus ativos. A localização patrimonial passa a ser um elemento de proteção do capital investido.

Geofencing, Alertas e Ação em Tempo Real

Um dos maiores diferenciais do tagueamento inteligente é o uso de geofencing. A empresa define áreas autorizadas para cada ativo, uma planta industrial, um hospital, um canteiro de obras ou até um país específico.

Caso o ativo:

  • Saia da área definida
  • Seja movimentado fora de horário
  • Fique inativo por um período anormal

O sistema emite alertas automáticos em tempo real. A partir desse alerta, ações precisam ser executadas imediatamente: verificação, bloqueio, contato com terceiros, ajuste de contratos ou acionamento de protocolos internos.

Essa lógica transforma a gestão patrimonial de reativa para proativa.

Impacto Direto na Gestão do Ativo Imobilizado

Diferentemente do RFID, que atua principalmente no momento da leitura, o tagueamento inteligente altera por completo a forma de gerir o ativo imobilizado. Ele se conecta diretamente com:

  • Planejamento patrimonial
  • Controle de movimentações
  • Gestão de riscos
  • Auditoria contínua (continuous audit)
  • Compliance regulatório
  • Avaliação de desempenho dos ativos

A gestão deixa de ser estática e passa a ser viva, dinâmica e orientada por dados.

Integração com Software de Gestão Patrimonial

Nenhuma dessas tecnologias se sustenta sem um software de gestão de ativo imobilizado robusto. É no sistema que convergem:

  • Cadastro completo dos ativos
  • Dados contábeis e fiscais
  • Informações físicas e operacionais
  • Histórico de movimentações
  • Relatórios gerenciais e contábeis
  • Integração com ERPs via API

A combinação entre inventário físico estruturado, identificação adequada, monitoramento inteligente e software especializado cria um ecossistema patrimonial completo.

Uma Visão de Solução Patrimonial Integrada

A adoção de RFID e de tagueamento inteligente não deve ser encarada como uma decisão isolada. Ela precisa fazer parte de uma estratégia ampla de organização patrimonial, que envolve:

  • Planejamento do projeto
  • Definição de políticas patrimoniais
  • Inventário físico detalhado
  • Identificação técnica adequada
  • Conciliação físico-contábil
  • Avaliação patrimonial (vida útil, valor residual, valor justo)
  • Monitoramento contínuo
  • Gestão por meio de software especializado

Empresas que enxergam a gestão patrimonial dessa forma conseguem elevar o nível de maturidade, reduzir riscos e transformar o ativo imobilizado em um verdadeiro instrumento de inteligência corporativa.

Nesse contexto, organizações especializadas, como a AXS Consultoria Empresarial, atuam como integradoras desse ecossistema, unindo conhecimento técnico, tecnologia, processos e aderência às normas.

Além do Controle, Inteligência Patrimonial

RFID e tagueamento inteligente não são tecnologias concorrentes, são complementares, quando corretamente aplicadas. Enquanto o RFID oferece agilidade e eficiência na identificação e inventariação, o rastreamento em tempo real entrega visibilidade contínua, segurança e capacidade de resposta imediata.

Para empresas que desejam ir além do padrão, a gestão do ativo imobilizado deixa de ser apenas um requisito contábil e passa a ser uma plataforma estratégica de controle, proteção e geração de valor.

Implementar essas tecnologias exige planejamento, disciplina operacional e visão sistêmica. Mas, quando bem executado, o resultado é uma gestão patrimonial alinhada às melhores práticas globais, preparada para auditorias, investimentos, expansão e decisões de alto impacto.



Data: 15/02/2026




Compartilhar:


Quer ganhar uma consultoria grátis? Deixe seus dados abaixo: