720-12-2024
O CPC 27 - Ativo Imobilizado estabelece os critérios de reconhecimento, mensuração, depreciação e baixa dos ativos imobilizados, assim como informações que devem ser divulgadas sobre eles. Sua aplicação é essencial para garantir que os ativos tangíveis de uma empresa estejam contabilizados de forma precisa e alinhados às normas internacionais, como o IAS 16 do IFRS.
Abaixo estão todos os pontos principais detalhados:
1. Definição de Ativo Imobilizado
O CPC 27 considera ativo imobilizado como um bem tangível:
- Mantido para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços, para aluguel a terceiros ou para fins administrativos.
- Esperado para ser utilizado por mais de um período contábil.
2. Reconhecimento de Ativo Imobilizado
Para que um ativo seja reconhecido no balanço patrimonial como imobilizado, ele deve atender a dois critérios:
- Benefícios Econômicos Futuros: Deve ser provável que o ativo trará benefícios econômicos futuros para a empresa.
- Custo Mensurável: O custo do ativo deve ser confiavelmente mensurável.
3. Mensuração Inicial
O ativo imobilizado deve ser reconhecido inicialmente pelo seu custo, que inclui:
- Preço de Aquisição:
- Preço de compra, impostos de importação e tributos não recuperáveis.
- Descontos comerciais e abatimentos devem ser deduzidos.
- Custos Diretos:
- Transporte.
- Instalação e montagem.
- Testes necessários para garantir o funcionamento do ativo.
- Custos de Desmontagem ou Remoção:
- Caso a entidade tenha uma obrigação de remover ou desmontar o ativo no final de sua vida útil, esses custos devem ser incluídos no valor inicial do ativo.
4. Mensuração Após o Reconhecimento
Após o reconhecimento inicial, a entidade deve escolher entre dois métodos de mensuração:
- Modelo de Custo:
- O ativo é mantido ao custo histórico menos a depreciação acumulada e as perdas por impairment.
- Modelo de Reavaliação:
- O ativo é registrado pelo valor justo na data da reavaliação, menos a depreciação acumulada e perdas subsequentes.
- Reavaliações devem ser frequentes para garantir que o valor contábil do ativo não difira materialmente do seu valor justo.
5. Depreciação
A depreciação é o processo de alocar sistematicamente o valor depreciável do ativo durante sua vida útil.
Elementos Principais da Depreciação:
- Valor Depreciável:
- Diferença entre o custo do ativo e seu valor residual.
- Vida Útil Econômica:
- Período esperado de uso do ativo ou número de unidades de produção que se espera obter do ativo.
- Método de Depreciação:
- Linear: Valor depreciável é alocado uniformemente ao longo da vida útil.
- Saldo Decrescente: Valor depreciável é alocado em taxas decrescentes ao longo do tempo.
- Unidade de Produção: Baseado no uso ou produção gerada pelo ativo.
A vida útil e o método de depreciação devem ser revisados periodicamente.
6. Redução ao Valor Recuperável (Impairment)
Caso o valor contábil do ativo seja superior ao seu valor recuperável (maior entre o valor em uso e o valor justo líquido de despesas de venda), a entidade deve reconhecer uma perda por impairment.
Cenários que Indicariam Impairment:
- Mudanças no mercado que afetam negativamente o ativo.
- Danos físicos ao ativo.
- Obsolescência ou redução significativa no uso do ativo.
7. Substituições e Melhoria
- Substituições:
- Quando uma parte significativa de um ativo é substituída, o custo da substituição pode ser reconhecido como um novo ativo, desde que os critérios de reconhecimento sejam atendidos.
- O valor contábil da parte substituída deve ser baixado.
- Melhorias:
- Gastos que aumentam a vida útil, capacidade ou eficiência do ativo devem ser capitalizados.
8. Baixa do Ativo Imobilizado
O ativo deve ser baixado do balanço quando:
- Não se espera mais benefícios econômicos futuros do uso ou alienação do ativo.
- O ativo é vendido.
Ganhos ou Perdas:
- Qualquer ganho ou perda resultante da baixa de um ativo deve ser reconhecido no resultado do período.
9. Divulgação
O CPC 27 exige que as demonstrações contábeis incluam informações relevantes sobre os ativos imobilizados, como:
- Base de Mensuração: Se é modelo de custo ou reavaliação.
- Vida Útil ou Taxas de Depreciação: Métodos utilizados.
- Reconhecimento de Perdas: Detalhamento das perdas por impairment.
- Conciliação:
- Movimentação dos ativos durante o período, incluindo aquisições, baixas, depreciação e reavaliações.
Exemplo Prático
Uma empresa compra uma máquina por R$ 100.000. Os custos de transporte e instalação somam R$ 10.000, e há uma estimativa de desmontagem de R$ 5.000.
- Custo inicial: R$ 115.000.
- A vida útil é estimada em 10 anos, com um valor residual de R$ 15.000.
- Depreciação anual (método linear):
ext{(R$ 115.000 - R$ 15.000)} / 10 = R$ 10.000.
Conformidade com o CPC 27
A AXS Consultoria Empresarial é especialista em gestão patrimonial, oferecendo serviços que asseguram total conformidade com o CPC 27, como:
- Inventário Físico de Ativos.
- Avaliação Patrimonial.
- Cálculo de Depreciação e Impairment.
- Revisão Contábil de Ativos.
Com uma equipe formada por profissionais qualificados em Engenharia e Contabilidade, a AXS já atendeu empresas como Vinci Airports, Kerry Alimentos, GE, Black & Decker, entre outras, garantindo precisão e conformidade técnica.
- Empresas que se enquadram no regime de sociedade por ações (S/A), companhias abertas, ou que possuem obrigatoriedade de auditoria externa devem obrigatoriamente seguir o CPC 27 para:
- Reconhecimento e controle adequado dos ativos imobilizados.
- Garantir transparência e confiabilidade nas demonstrações financeiras.
- Cumprir com as exigências de órgãos reguladores como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Data: 28/12/2024